Ravenland
19/11/2009
Atualmente divulgando seu ótimo debut “And A Crow Brings Me Back” , a Ravenland vive uma crescente em sua carreira. Representando muito bem o gothic metal nacional, o grupo vem chamando a atenção da mídia especializada, principalmente pelo ótimo entrosamento dos vocais de Dewindson Wolfheart e Camilla Raven.
O Novo Metal teve uma longa e interessante conversa com Dewindson e Camilla. Confira nosso bate-papo logo abaixo:
Novo Metal - Com mais de dez anos de carreira, a Ravenland aparece forte quando se fala em bandas brasileiras de gothic metal. Há uma explicação direta para esse reconhecimento, mesmo o grupo lançando apenas dez anos depois de sua fundação seu primeiro álbum?
Dewindson Wolfheart: Bem, acho que a única explicação direta é muita dedicação desde o início. Começamos vendendo e distribuindo mais de 2 mil cópias da primeira Demo, “October of 1998”. Naquela época a Ravenland já havia conquistado um pouco de respeito e espaço na cena Gothic Metal pela forma profissional como eu sempre encarei a banda.
A mídia impressa nos elogiou bastante e conseguimos muita coisa com aquela demo-tape. Grandes shows e participações em grande festivais, além de um contrato para o lançamento do nosso primeiro CD através do selo Moonshadow em 1999 que incluía uma distribuição em mais de 25 países.
Infelizmente, antes de o primeiro disco sair, em 2001, após ter concluído a gravação, faltando somente mixagem e masterização, o selo veio a fechar por motivos religiosos e não chegou a lançar o álbum.
Fomos então convidados em 2002 para participar do CD tributo ao Rotting Christ ao lado dos maiores nomes da cena Dark, Black e Death da época. O álbum chegou a ser distribuído pela Century Media e nossa versão para “Among Two Storms” tocou em rádios rock por seis meses.
Após esse tempo, entre 2003 a 2006, a Camilla Raven me incentivou a reativar a Ravenland com força total. Lançamos o “Black EP” (2006) e em Dezembro de 2007 o EP “Back”. Ambos tiveram grande repercussão no exterior chegando a tocar em rádios da Ásia e Europa. Em 2008, a Rádio TRANSAMIX do Japão incluiu nossa música “Soulmoon” em uma coletânea de músicas mais pedidas na programação da rádio.
Além do Japão a “Soulmoon” conquistou algumas rádios em Portugal, Espanha, Alemanha, Polônia, México, Colômbia e Estados Unidos. A resposta disto você pode acompanhar em nosso Myspace.
No fim, consegui um time muito forte e que tem uma visão altamente profissional como eu queria; a Camilla Raven, o João Cruz e o Albanes, além do mais recente membro que completa agora um ano conosco, o Fernando Tropz (bateria). Todos na banda têm a mesma visão profissional e objetivo que tenho, por isso tudo tem dado certo até aqui e pretendemos que continue assim.
Novo Metal - Olhando os lançamentos que a banda tem em sua carreira, descobri que a Ravenland tem um Dvd (“Ao Vivo Na Terra Do Corvo”) gravado em 1999 em Mossoró/RN. Fale-nos sobre este material.
Dewindson: Este material foi lançado de forma independente pela própria banda, assim como as nossas primeiras demo-tapes “October of 1998”, “Live at Kalimar” (1999), “Tribute to Darkness” (2004) e “Black EP” (2006).
Foi um show importante pois marcou a entrada de dois novos membros na banda, o Geffson (Guitarras) e a Dora Bessa (Teclados), além do quê, foi uma época que marcou muito. Havia se passado um ano de lançamento da nossa primeira demo-tape. Esse DVD ainda contava com o Alexandre Brito na bateria (Andralls). Hoje não o distribuímos mais, mas pretendo usar imagens deste show em um futuro DVD, contando a história da banda.
Novo Metal - Ainda olhando esses arquivos, notei que a primeira Demo do grupo October Of 1998, lançado em 1998, aparece com a grafia escrita dessa maneira: Raven Land. Foi erro ou a banda naquela época chamava assim? (risos)
Dewindson Realmente era assim que escrevíamos, mas depois do hiato entre 2003 a 2006 quando voltamos, eu preferi escrever junto Ravenland para marcar uma nova fase da banda, pois o nome o qual me inspirei para batizar era separado mesmo.
Apesar de toda a inspiração no conto The RAVEN de Edgar Alan Poe e no filme O CORVO de James O´bar, foi a música “Raven Land” da banda sueca Lake Of Tears que influenciou diretamente a escolha do nome. Aquela música continha toda a atmosfera que eu queria para o grupo, tanto em letra quanto em sonoridade, e o nome da música era escrito de forma separada Raven Land. Sendo assim eu optei por mantê-la ao batizar a banda, mas após depois de um tempo resolvi juntar.
Novo Metal - Agora falando especificamente sobre “And A Crow Brings Me Back”. Como está sendo a recepção do material?
Camilla Raven: Para nosso orgulho, o que percebemos até agora, apesar de recente, é que a recepção do álbum está sendo muito positiva, tanto pelo publico, como mídia em geral.
Estamos recebendo mensagens e e-mails com elogios, o que é maravilhoso. Demoramos para conseguir lançar e agora ter uma recepção tão boa assim, nos faz cada vez mais querer continuar nesse caminho e mostrar o nosso trabalho.
Dewindson: Realmente estamos muito felizes com a recepção do álbum e a sua vendagem também está bem significativa se tratando do mercado musical atual abalado pelos Downloads.
Novo Metal - Conte-nos como foi todo o processo de gravação.
Camilla: Começamos a gravar no segundo semestre de 2007. O processo realmente foi lento, mas acho que isso só trouxe mais expectativa e nos deu mais tempo para a divulgação. Quando fechamos com o Confessori, não sabíamos bem se esse era o caminho certo, mas gostamos muito do resultado final.
O nosso antigo baterista, Rick Barrocks, teve que deixar a banda, pois estava com um problema no joelho e assim o Confessori gravou a bateria, o que foi ótimo, o cara que gravou um dos clássicos nacionais como o Holy Land do Angra, gravar conosco.
As gravações começaram na época da volta do Shaman e eles estavam com pouco tempo, então tivemos que gravar nos horários livres do Confessori, entre uma viagem e outra. (risos)
Assim que as primeiras audições estavam prontas, resolvemos lançar um EP independente mesmo, para mostrar algo do disco e ter mais tempo para trabalharmos melhor o álbum. Então surgiu a oportunidade de masterizar com o Soryctha, de trabalhar a arte com o Gustavo Sazes e gravar o clipe de “End of Light”, surgindo a idéia da parte multimídia para ter um material mais completo e valer a pena a espera.
Esperamos que o próximo álbum saia mais rápido. (risos) Já temos todo o esboço do próximo disco, quem sabe no primeiro semestre de 2010, já tenham algo para conferir.
Dewindson: Para este álbum gravamos sete composições da nova fase, onde a Camilla e eu dividimos os vocais, as outras são composições antigas, quando não tínhamos a Camilla na banda.
Nas composições antigas, há mais o meu vocal, mas na pré-produção tentamos colocar ao máximo o que podíamos sem descaracterizar o que já tinha sido escrito no passado.
Particularmente, acho que mesmo sendo poucas partes da voz dela nessas composições antigas, ela trouxe mais equilíbrio para estas músicas e certo charme quando aparece sua voz, como é o caso de Presage, The Last Sunset, End of Light, The Crow.
Novo Metal - Como você mesmo já citou Camila, a bateria do álbum foi gravada por Ricardo Confessori (Angra e Shaman) que também assinou a produção. Fale-nos em que o músico somou ao resultado final do debut?
Camilla Raven: Com relação à bateria, sem comentários. Sabíamos que ele era o cara ideal para trabalhar a bateria tanto em execução como em produção. Com relação à produção ele trouxe idéias que somou bem, abriu um pouco a nossa mente. Foi bacana.
Dewindson: Ele nos deu muita força, pois como a Camilla falou, após a pré-produção do CD, quando íamos começar a gravar, o Rick Barrocks teve o problema no joelho. Então o Confessori falou para procurarmos um baterista de forma tranqüila, pois ele gravaria para nós toda a bateria do álbum e depois poderíamos achar a pessoa certa para ficar na banda. Não nos cobrou nenhum valor para fazer isso, foi na amizade.
Novo Metal - A masterização ficou a cargo de Waldemar Sorychta (Lacuna Coil, Tiamat, Moonspel e Therion). Esse currículo “gótico” do produtor pesou em sua escolha?
Camilla: Não só por isso. Como são bandas que sempre curtimos, então sempre acompanhamos o trabalho dele que julgamos excelente. A produção e masterização como do Lacuna Coil, por exemplo, e Tristania, sentimos a diferença, o que ele consegue somar a essas bandas.
No Brasil, para o nosso estilo, é difícil conseguirmos ter uma gravação soando gringo, por uma serie de fatores, como diferença de equipamento e falta de condições. Mas tentamos fazer o melhor possível, um dos motivos da demora do lançamento do nosso CD, pois com uma boa gravação poderíamos nivelar com as gravações de bandas gringas.
Fizemos o melhor que pudemos e o que mais importa é que colocamos muita alma nesse álbum, ali estão nossos desejos, sonhos, lágrimas e alegrias e mesmo sabendo o quão difícil é conseguir agradar a todos, esperamos conseguir agradar e ter o apoio de muitos.
Dewindson: Sabíamos que isto daria um grande diferencial no resultado final. Após termos conversado pela internet, abriu espaço para que eu pudesse finalizar o disco com ele. Para mim foi uma realização já que sou grande fã do trabalho dele.
Novo Metal - O romancista português José Luiz Peixoto (que já trabalhou com Moonspell) também participa do álbum?. Comente a respeito.
Camilla: Tivemos um bom laço de amizade com o Peixoto, que teve inicio quando ele nos enviou uma mensagem pelo MySpace elogiando o nosso trabalho e marcando um encontro no Brasil.
Sentimo-nos honrados e foi maravilhoso conhecê-lo pessoalmente. Já conhecíamos o trabalho dele, pois sempre acompanhamos os Moonspell e temos o Antidote, além que o Fernando Ribeiro cita o Peixoto como um de seus autores preferidos. Foi tudo muito repentino e gratificante.
Mas, infelizmente, por causa da falta de tempo, ele viaja muito e estava divulgando o novo livro dele, “Cemitério de Pianos”, pelo mundo afora, não deu tempo de participar nesse álbum. Mas os planos continuam e teremos a contribuição dele no próximo álbum, podendo assim trabalhar essa participação mais juntos e com certeza, muitas novidades podem surgir dessa parceria de arte e amizade.
Dewindson: Realmente estava tudo certo para a sua participação no disco, em sua vinda ao Brasil em Setembro de 2008. Ele quis nos encontrar para expor a sua idéia com relação a trabalhar conosco, isso nos deixou muito honrados e felizes, sem falar que ele é uma excelente pessoa e escritor.
Infelizmente devido a toda a falta de tempo nas agendas de ambos não pudemos realizar desta vez em “...And a crow brings me back” mas há uma idéia maior para ser trabalhada em um álbum inteiro em parceria com ele e a Ravenland até que a hora nos permita realizar, mas será algo bem maior do que seria em neste álbum.
Novo Metal - Encerrando o cast de convidados do material, aparece o Ex-guitarrista e fundador do Theatre of Tragedy, Tommy Lindal. Como ocorreu o contato com o músico?
Camilla: O Tommy nos foi apresentado por um afilhado do Dewindson, o Claudio Lago. E com o tempo fomos mantendo contato e ficando cada vez mais próximos. Até que eu pensei: “Por que não termos um toque de Theatre of Tragedy antigo em alguma musica?”
Foi uma era mágica, inesquecível, que marcou nossas vidas. Além do mais, tendo ao nosso lado um dos cabeças das composições do TOT antigo e um dos fundadores da banda. Então, fizemos o convite que foi aceito, o que foi uma honra para nós. Isso nos aproximou ainda mais e admiramos muito o Tommy. Nasceu uma grande amizade, temos muito carinho e respeito por ele.
Dewindson: Ele é um cara muito gente fina, grande compositor e foi sim um enorme prazer tê-lo em nosso álbum, já que foi o primeiro registro de retorno dele à música após o acidente que o deixou fora do Theatre of Tragedy.
Novo Metal - A arte do álbum, assinada por Gustavo Sazes (Manowar, Kamelot e Krisiun) é um grande destaque logo de cara. Não há como uma banda deixar de lado esse trabalho gráfico.
Dewindson: Inicialmente, a capa seria feita por Travis Smith (Amorphis, Death e Nevermoe). Já havíamos passado algumas idéias para ele e tudo mais, mas após descobrir o talento brasileiro do Gustavo Sazes, percebemos que seria o cara certo para o trabalho.
Ele fez um excelente trabalho. Desenvolveu a arte para a capa do nosso CD e a de um CD Single que na verdade usamos para o DVD do Clipe “End of Light”. O restante da arte do encarte foi todo feito por mim baseado na arte da capa que o Gustavo desenvolveu, assim como a parte multimídia feita por mim e pelo nosso baterista Fernando Tropz.
Camilla: Realmente, não conseguimos parar de olhar a arte do nosso álbum. (risos) Sazes é um excelente artista, sem dúvida! Ele conseguiu transmitir com beleza e cores o que realmente queríamos. Não poderia ser melhor. Antes, iríamos trabalhar com o Travis, mas depois que vimos que no Brasil tinha um artista dessa qualidade, preferimos optar pelo Sazes e realmente, consideramos uma ótima escolha.
Novo Metal - É impossível não fazer uma ligação entre o som da Ravenland com bandas como HIM, Poisonblack. Realmente esses grupos são influencias direto no som de vocês, certo?
Dewindson: As duas são ótimas bandas que gosto bastante. Mas acho que talvez por praticarmos o mesmo estilo de som gótico podem possuir alguns elementos característicos e similares deste estilo, porém, acho que a principal influência para compor o nosso som, vem de filmes que assistimos, livros lidos, experiências vividas ou até fatos e contos fictícios que contenham beleza poética. Musicalmente mesmo, acho nossa música mais próxima de bandas como Beseech, onde há uma valorização maior dos dois vocais, masculino e feminino sem os usuais “Beauty and the Beast”.
Camilla: Apesar de eu ter estudado canto lírico e eu ser soprano, resolvi, pelo menos nesse álbum, explorar os graves para dar um toque gótico 80’s as nossas músicas.
Beseech realmente é uma grande influência por ter a divisão dos vocais e ainda limpos. É difícil conseguir inovar em um estilo que já existe sem descaracterizar o som, mas tentamos adicionar atributos que de certa forma dêem característica ao nosso som. E estamos com muitas idéias para o próximo álbum. (risos)
Novo Metal - Atualmente o Brasil vem revelando ótimos nomes de Death/Thrash e estes, automaticamente, estão mais fortes na mídia especializada. Como você avalia a cena gótica brasileira?
Dewindson: A cena gótica brasileira é dividida em Gothic Rock e Gothic Metal. A gente não se encaixa nem no gothic rock porque somos pesados demais para o gothic rock e nem no gothic metal porque somos rock demais. (risos).
Falando sério, a cena gótica no Brasil possui muitas bandas boas, mas acredito que haja a falta de mais bares e casas de shows especializadas, como exemplo, na Europa, há grandes festivais que envolvem tanto bandas altamente Gothic Rock e até EBM misturadas com bandas totalmente metal como Mayhem e Kamelot da mesma forma, algumas grandes revistas da Europa misturam isso em seu conteúdo, até as rádios européias.
Já aqui no Brasil, a cena metal e gothic em si já é pequena e ainda existe somente casas especializadas em Hard, casas somente especializadas em Gothic, revistas e sites somente especializados em um estilo.
Assim a cena fica dividida demais e termina ficando fraca mesmo, hoje existe bastante público e bandas gothic no Brasil, mas precisamos ter menos separatismo entre os estilos.
Conseguimos colocar o primeiro clipe de gothic metal brasileiro na MTV, ao mesmo tempo, ele foi exibido diversas vezes no programa especializado em Metal, o Stay Heavy
Camilla: Almejamos ir mais além, queremos quebrar barreiras para o Gothic Metal no Brasil e fortalecer mais a cena.
Novo Metal - O grande diferencial para mim da Ravenland ficam para os duetos de voz entre Dewindson Wolfheart e Camilla Raven. Como surgiu a ideia dessa “divisão”?
Dewindson Wolfheart: Obrigado! Inicialmente, como falei a pouco a Ravenland só possuía meu vocal e alguns Backing vocals femininos. Após a entrada da Camilla na banda em 2006, resolvemos dividir os vocais, ter dois vocalistas a frente, tanto que as novas composições são bem divididas, como em Velvet Dreams, Burning for You, Soulmoon e Tragic Romance.
Algumas são composições antigas e foram reformuladas para os dois vocais, mas nem todas conseguimos fazer isso, como em She will bleed again, Presage, The Crow, The Last Sunset. A Camilla melhorou bastante as partes que tinham vocais femininos nestas músicas e deu até um toque especial para elas já que nas poucas aparições a voz potente e bela dela contrasta bem com a minha grave.
Novo Metal - Conte-nos como foi a gravação do clipe para a música “End of Light”.
Dewindson Wolfheart: Nós sempre tivemos em mente fazer um videoclipe, mas nunca tivemos recursos ou uma gravadora forte para bancar. Após conhecermos o produtor Luiz Amorim, criamos um grande laço de amizade, e ele me apresentou um clipe que ele havia feito para uma banda e eu gostei bastante.
Então perguntei se poderíamos produzir juntos um vídeo para a Ravenland. Ele adorou a idéia e então, caí em campo para escolher o local ideal e o roteiro, no fim, consegui a liberação para gravarmos no assombrado e histórico “Castelinho da Rua Apa” que sempre foi um local que desde que o vi pela primeira vez, sonhei em um dia poder gravar um clipe ali.
A música escolhida foi “End of Light” porque achamos uma das mais acessíveis do disco e que no fim, o resultado foi que conseguimos realmente fazer um ótimo trabalho com um orçamento baixíssimo e ainda atraímos a atenção da MTV que me enviou um contrato para liberação das imagens do clipe para veiculação na programação da emissora.
Sem falar que ainda tivemos a participação especial da apresentadora, atriz e cantora Elaine Thrash interpretando a personagem do clipe.
Camilla: Tivemos também a presença do grande fotógrafo Ricardo Zupa que registrou todo o Making of com mais de 500 fotos do clipe, 278 delas podem ser conferidas na parte multimídia do CD “...And a crow brings me back” que também contem o videoclipe de “End of Light” e um pequeno texto sobre a história trágica de amor e morte que o castelo guarda.
Pretendemos gravar um novo clipe ainda este ano para a música de trabalho do disco, a “Soulmoon”, uma de minhas composições.
Novo Metal - Como rolou a parceria com a loja de instrumentos Destroyer. O que ao certo faz parte deste acordo entre Ravenland e o estabelecimento?
Dewindson: Recebemos o contato de interesse de parceria conosco e fiquei contente, já que a banda Ravenland não possuía apoio em relação aos nossos instrumentos.
Então o Luthier Jaime Abreu, da Destroyer, tornou-se o responsável pelos serviços de Luthieria para a banda. Ele é um excelente profissional com especialização na Europa e tem selecionado alguns artistas para dar este suporte e mostrar o seu excelente trabalho. Recomendo o nome dele para serviço de Luthieria, pois ele deixou nossos instrumentos com uma sonoridade e qualidade acima da média.
Novo Metal - No quesito shows, como estão sendo as apresentações recentes da Ravenland?
Dewindson: Estamos ainda preparando uma grande produção para encher os olhos do público e fãs, por isso. Ainda não realizamos o show de lançamento oficial do CD “...and a crow brings me back”, mas estamos recebendo várias propostas em diversas cidades do Brasil.
Queremos primeiro preparar essa produção para poder levar aos palcos. Estamos tentando dar vida à personagem da capa do nosso CD, ao vivo que será interpretada pela atriz Elaine Thrash e será algo fantástico tentar reproduzir aquelas cores da capa do álbum em um humano.
Fora isso, estamos ensaiando muito para reproduzir ao vivo todos os detalhes audíveis do disco, adicionamos um novo integrante que é o tecladista Rafael Fermann para que a Camilla possa ficar só com os vocais e violinos e ter mais liberdade para interagir com o público.
Novo Metal - Nesta última questão as considerações finais da banda. O espaço é de vocês.
Dewindson: Muito obrigado ao Novo Metal pelo espaço cedido e ao apoio que tem dado ao metal nacional apoiando as bandas e a cena.
Camilla: Obrigada Novo Metal e leitores pelo apoio e atenção! Espero que o “...And a crow brings me back” faça parte de suas vidas e que sintam um pouco de si em nossa música!


